Paixão Nacional

Com decisão em casa pela frente, Flamengo traz para a Libertadores problema antigo de pontaria

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Desafio de Zé Ricardo é ‘acertar o pé’ do time (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

por Thayuan Leiras

O Flamengo começou 2017 com vitórias, sequência considerável de partidas sem derrota e números absolutos superiores aos rivais. Guerrero e Diego marcavam com frequência, a estreia tão esperada na Libertadores foi com goleada, e o ataque, antes questionado, se manteve (e sem mantém) entre os melhores do Brasil no ano.

Contudo, o momento “mágico” do início de temporada foi quebrado no último mês. Vieram a primeira derrota do ano, para a Universidad Católica-CHI, alguns resultados desanimadores em clássicos e a desconfiança de parte da torcida em relação às opções do elenco e ao próprio trabalho do técnico Zé Ricardo.

Exageros e opiniões apressadas à parte, o Flamengo caiu de rendimento, como admitiu o próprio Zé Ricardo, e voltou a apresentar  nos últimos jogos um problema que assombrou a equipe em 2016: a falha no momento de decisão. O Rubro-Negro voltou a abusar dos cruzamentos, a não acertar a pontaria e perdeu oportunidades de liquidar o rival ou tomar a frente no confronto.

No último Campeonato Brasileiro, quando disputou o título até as últimas rodadas com o Palmeiras, o Rubro-Negro teve o quarto melhor ataque do torneio. Os 52 gols em 38 partidas, por si só, não caracterizam a falha da equipe, mas nota-se quando, para marcar esses tentos, o time de Zé Ricardo precisou de 502 chutes. Ou, foram quase 10 tentativas para marcar cada gol no Nacional (os números são do Footstats).

(Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Com quase 15 chances, time não marcou contra o Vasco (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

“Em relação a finalizações, melhor a gente conseguir finalizar do que não criar tantas oportunidades assim. Vamos treinar para quarta-feira, lembrando que temos um adversário difícil”, argumentou o técnico Zé Ricardo, que também cobrou: “A gente tem que concluir e finalizar a jogada. Vamos tentar finalizar mais, ocupar mais esses espaços que a gente está criando”.

O mau momento ofensivo do time carioca chegou a ser motivo de piada para o maior rival. Ao se vangloriar da classificação na Taça Rio, o zagueiro Rodrigo disse aos jornalistas que o Flamengo “é só bola aérea”. A proporção é indevida, mas as declarações do defensor vascaíno apontam para um ataque que precisa de alternativas e qualidade para um melhor rendimento. Em 2016, custou a sobrevivência na briga pelo Brasileiro. Neste ano, pode atrapalhar as pretensões rubro-negras de colocar o clube como referência técnica (e não só administrativa) no Brasil.


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