Paixão Nacional

Cone? Fred ainda é o melhor centroavante do futebol brasileiro

Fred fez quatro gols no vitória sobre o Sport Boys, pela Libertadores (Foto: Bruno Cantini / Atlético)

Por Igor Affonso

Precisamos falar de Fred. Centroavante renomado, que hoje enfrenta muitos questionamentos. A Copa do Mundo de 2014 criou estigmas cruéis em cima de alguns jogadores. E um dos mais rotulados negativamente – senão o mais – foi o atleta do Clube Atlético Mineiro. De unanimidade a cone. Fred foi de melhor camisa 9 do futebol brasileiro a atacante descartável em um curto espaço de 20 dias.

E hoje, passados quase três anos do Mundial vexaminoso para o povo brasileiro, Frederico convive com as críticas ainda baseadas naquela que ficou marcada como a geração 7 a 1. Mas hoje, passados quase três anos do Mundial vexaminoso para o povo brasileiro, Frederico continua sendo, sim, o melhor centroavante do Brasil.

Quando se achou que a carreira do jogador entraria, ano a ano, em declínio, enganou-se. Em pleno 2017, Fred se reinventou. Com a camisa do Atlético, o camisa 9 vive fase espetacular. Aos 33 anos, possui a melhor média de gols de sua trajetória. Apenas neste ano, são 16 gols em apenas 13 jogos. Na noite desta quinta-feira (13) encontrou a rede quatro vezes na vitória da sua equipe sobre o Sport Boys, pela Libertadores.

Fred segue aliando capacidade técnica a poder de finalização. Se posiciona como poucos. Não sobra mais entre os companheiros de posição como em outrora, mas permanece superior. Ricardo Oliveira, Paolo Guerrero, Lucas Pratto, Borja. Todos eles de incrível capacidade técnica. A distância para Fred é mínima. Inclusive, pode nem existir. Mas não, ninguém decide jogos como ele. Ninguém. E este é o grande diferencial do atleticano.

Covarde e cruelmente, Fred passou os últimos anos na mira da opinião pública. Taxado de algo que nunca foi, como se, de uma hora para outra, tivesse desaprendido a jogar futebol. A paixão pelo esporte nos faz escolher vilões. Zico, Dunga, Roberto Carlos, Felipe Melo. Sempre um. Sempre um escolhido para carregar o fardo de uma geração. Fred foi o nomeado. Não merecia. E prova isso a cada vez que entra em campo. Precisamos de mais razão. E a razão neste caso é simples: Fred sobra no futebol brasileiro.

Você pode não gostar dele, mas com certeza o queria em seu time. Ou pelo menos escolheria não enfrentá-lo.


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