Paixão Nacional

O quão importante são paciência e sequência no futebol? O melhor jogador do futebol gaúcho responde em campo

Miller Bolaños tem sete gols e duas assistências em 2017 (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Por Lucas Pedrosa

5 milhões de dólares. Algo em torno de R$ 19 milhões foi o que o Emelec recebeu pelo então artilheiro do campeonato equatoriano, quando havia marcado 25 gols. Era fevereiro de 2016 e o Grêmio apresentava sua principal contratação. Miller Bolaños chegava com preço e números de estrela, mas lesões, desconfianças e o mal aproveitamento de suas virtudes o minaram.

Entretanto, a sabedoria interna de diretoria e comissão, a consciência do futebol que o equatoriano tinha e até um percalços do destino fizeram o camisa 23 responder em campo a pergunta: o quão importante são paciência e sequência dentro do jogo?

Torcedor gosta de resultado. A impaciência é marca das torcidas brasileiras, principalmente com jogadores estrangeiros. A adaptação de Miller corria normalmente até a cotovelada de William, partindo dois locais da face do meia-atacante, no dia 6 de março. Foram 49 dias de recuperação e uma volta precoce. Atuações abaixo do esperado, visível medo em divididas e números que esgueiravam do seu cotidiano.

O Tricolor iniciava a trajetória na Copa do Brasil. A volta de Miller acontecia e, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, marcava o primeiro gol do Grêmio na competição. Essa história acaba com o mesmo jogador marcando o último tento do que viria ser o pentacampeonato da Copa do Brasil. Fato deu a paciência que Bolaños precisava. Faltava a sequência.

O percalço acabou se tornando solução para o Grêmio. Douglas se lesionou por seis meses, logo no início da temporada e, como deixou claro desde sua apresentação, Miller queria e começou a jogar de meia-atacante. Armando e aparecendo como elemento surpresa no ataque. Dito e feito. Com o fôlego da torcida renovado, o camisa 23 teve a sequência que tanto necessitava e seus números escancaram a importância da paciência dentro do futebol.

Em 2017, são 12 jogos, sete gols e duas assistências. Números e atuações já superiores a 2016. O alto valor pago vem sendo justificado. Miller hoje é peça chave de um Grêmio que funciona e mecaniza melhor no terço final do campo. Ele domina valências que nem mesmo Douglas consegue. A facilidade para criar jogadas, aparecer como pivô e ainda finalizar as mesmas são suas maiores virtudes. Características que o colocam como o melhor jogador do futebol gaúcho atualmente. Sem esquecer de Brenner, do Internacional, que faz excelente temporada. Mas no que diz respeito a dominar o “jogo”, ‘Killer’ responde de forma mais completa.


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