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Atlético Nacional pode ser obrigado a disputar final, mas pretende 'entregar' Sul-Americana

'Verdolagas' querem Chape campeã, mas presidente da liga colombiana cita obrigações 'estatutárias e comerciais' por realização da decisão

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Torcida do Atlético Nacional fez linda homenagem à Chapecoense em seu estádio, Atanasio Girardot (Foto: Getty Images)
Torcida do Atlético Nacional fez linda homenagem à Chapecoense em seu estádio, Atanasio Girardot (Foto: Getty Images)

O acidente aéreo ocorrido com a delegação da Chapecoense, que estava a caminho da primeira partida da final da Copa Sul-Americana, já havia feito o Atlético Nacional-COL, então adversário, pedir que o título ficasse com os catarinenses como forma de homenagem, mas a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) pode obrigar as equipes a se enfrentarem, e com apoio da Federação Colombiana.

O vice-presidente da entidade máxima do futebol do país vizinho, Jorge Perdomo, que também comanda a liga de futebol profissional local, concedeu entrevista ao jornal El Tiempo em que argumentou que a decisão de ceder o título à Chape sem que haja uma partida pode ser proibida por questões burocráticas e até mesmo comerciais e financeiras, indicando que um ressarcimento seria necessário.

“Não há ainda uma decisão, porque tanto para a Conmebol como para nós não está claro. Por mais que o gesto seja nobre e enalteça o Atlético Nacional e o futebol colombiano, não está claro se é pertinente do ponto de vista regulamentário e estatutário entregar um título no sinal de reconhecimento póstumo. Não tenho a certeza de que estatutariamente se possa fazer isso. A Copa Sul-Americana tem compromissos comerciais de televisão e com patrocinadores, o que significa que a Conmebol teria que ressarcir os prejuízos pela não-realização dos jogos da final. Teria uma conotação de ordem econômica”.

O Atlético Nacional, por sua vez, segue determinado a não se colocar contra a Chapecoense pelo título da Sul-Americana. Os dirigentes do clube colombiano teriam declarado que a equipe entregará o jogo aos brasileiros, caso a Conmebol obrigue a realização das finais. As informações foram dadas pelo empresário Luiz Taveira, que está em Medellín e visitou a cúpula verdolaga, ao portal Espn.

“Eles (cartolas) leram o regulamento e decidiram que se a Conmebol não aceitar a solicitação feita por eles de entregar o título e o prêmio da competição para a Chapecoense, e se tiverem que jogar em outra data, vão entrar com um time sub-17. Ou com o time profissional, e que fariam quantos gols contra necessitarem”.

A maneira fraterna com que o Atlético Nacional tem se portado em relação à equipe catarinense também não deverá terminar após o traslado dos corpos das vítimas a solo brasileiro. De acordo com Taveira, os colombianos pretendem se manter próximos da Chapecoense pelo menos até 2022, para ajudar na reconstrução do clube.

“Eles disseram que vão procurar manter um lanço de amizade com a Chapecoense pelos próximos seis anos para a completa reestruturação da mesma. Que irão solicitar o uso do escudo da Chape para os jogos. Saí de lá (sede do Atlético) emocionado”.

 

 


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