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Conheça a história de Mário Sérgio no Grêmio, campeão mundial de 1983

Ex-jogador foi uma das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense

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Arte especial para o eterno Mário Sérgio (Foto: Esporte Interativo)
Arte especial para o eterno Mário Sérgio (Foto: Esporte Interativo)

Por Lucas Pedrosa 

Com uma passagem relâmpago, mas marcante, Mário Sérgio se tornou um dos ídolos da história do Grêmio. O genial meia foi vítima da tragédia que aconteceu com o avião da Chapecoense, quando também viajava com a delegação do clube, já que era comentarista da Fox Sports e iria trabalhar na final da Copa Sul-Americana. Para relembrar e homenagear a trajetória do habilidoso ex-meia, o Esporte Interativo vai contar a caminhada dele com a camisa tricolor.

Já consagrado no rival Internacional e velho conhecido do futebol gaúcho, onde até então tinha sido campeão brasileiro em 1979 e do Gauchão em 1981, Mário Sérgio chegou ao Grêmio sob certa desconfiança. Naquela época, a técnica do atleta era incontestável, mas algumas objeções ainda existiam por parte da diretoria e da torcida. Mesmo assim, um homem fez questão de acreditar no meia: Valdir Espinosa. Ele mesmo, técnico da equipe, conta como foi, no fim do ano de 1983, onde o Tricolor estava prestes a viajar para Tóquio e jogar o Mundial, a contratação do camisa 8.

“Ninguém queria o Mário Sérgio no Grêmio. Eu que insisti. Na primeira vez que falei, todo mundo pipocou: ‘Ah, ele é isso, aquilo, é bagunceiro…’. Mas eu conhecia ele. Joguei com ele, morei com ele. Eu reconhecia nele a sua qualidade extraordinária. Jogar contra alemão só com força não adianta. Tem que ter técnica para contrapor. Precisávamos do Mário Sérgio”.

Durante todo o tempo em que esteve em campo, Mário Sérgio dominou o meio-campo e ditou o ritmo do Grêmio contra o Hamburgo-ALE, dinamizou o jogo com lançamentos e criava as jogadas com dribles e passes milimétricos, em Tóquio. Resultado: Grêmio campeão mundial de 1983, vencendo por 2 a 1, com dois gols de Renato Portaluppi, atual técnico do Tricolor.

Apesar da passagem relâmpago, sua técnica jamais será esquecida. Nem pela torcida do Grêmio, que o viu brilhar por apenas 120 minutos, nem por Valdir Espinosa, que se referiu a Mário Sérgio como irmão. E com a declaração emocionada de Valdir, exclusiva ao Esporte Interativo, que finalizamos essa homenagem ao eterno Vesgo.

“Nesse momento, eu tenho certeza que o Mário Sérgio está lá no céu. Na frente dele, olhando para ele, está Deus. E ele olhando para Deus, está passando a bola para Jesus. Aquela jogada que o Mário tinha de olhar para um lado e passar a bola para outro. Deus e Jesus conheceram tudo. Mas devem estar olhando e dizendo: esse Mário joga muito!”.


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