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Estudo aponta 37 casos de racismo no futebol brasileiro em 2015, e pesquisador pede punições

Em debate realizado no Vasco, levantamento apontou para aumento dos episódios de discriminação em relação ao ano anterior

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(Crédito: Paulo Fernandes/Vasco)
Marcelo Carvalho apontou necessidade de mudanças no futebol (Crédito: Paulo Fernandes/Vasco)

por Pedro Ramos

Com a presença do pesquisador Marcelo Carvalho, do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o Vasco sediou, nesta segunda-feira (10), um debate sobre o racismo no futebol brasileiro. Com a presença do presidente Eurico Miranda e de membros da diretoria cruz-maltina, foi apresentado um relatório da organização sobre os 35 casos de racismo no futebol brasileiro em 2015.

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“O caso de racismo é noticiado, gera repercussão, mas não encontramos informações das punições. Existe lei contra o racismo, mas não há ninguém preso. O problema existe, mas o que a gente faz com esse problema? Se não debater, lutar contra isso, vai continuar existindo. O pior a se fazer é o silêncio”.

Segundo o levantamento, dos 35 episódios, nove aconteceram no Rio Grande do Sul, onde há o maior registro de casos da pesquisa, que destaca a preocupação com as ofensas que surgem a partir das redes sociais.

O zagueiro Jomar e o armador Nezinho, do basquete, estiveram presentes no evento e revelaram já ter sofrido com injúrias raciais.

“Estava disputando a semifinal do Campeonato Paulista pelo Ribeirão Preto, ainda estava estudando nessa época. Tentaram nos desequilibrar. Chamaram o Alex (do Bauru), de pedreiro, e eu, de macaquinho e negrinho de merda. Quando acabou o jogo, queria parar de jogar basquete. Fui pesquisar a história do Vasco e fiquei muito feliz em ver que o clube que defendo lutou pelos negros e operários em 1924”.

Jomar relata choro após ser discriminado e diz que aprendeu com a situação. Hoje, no Vasco, o zagueiro afirma que sempre foi bem tratado e nunca sofreu com nenhum problema dentro do clube.

“Já sofri racismo no meu ex-clube, quando fui substituído. Eram um branco e um negro. Me chamaram de macaco. Ali fiquei pensando: ‘Qual palavra vou dar para ele? Deus te abençoe’. Tomei meu banho tranquilo, e a primeira coisa que fiz foi abraçar a minha mãe, chorando. Não posso levar essa coisa adiante, tenho que procurar esquecer. Temos que dar um basta nisso”.

(Crédito: Paulo Fernandes/Vasco)
Eurico ressaltou a história do Vasco de luta contra o racismo (Crédito: Paulo Fernandes/Vasco)

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