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Follmann sonhava com titularidade em 2017, revela ex-dirigente; família fala em 'milagre'

Gerente de futebol da URT, time que goleiro defendia, disse que jovem tinha planos ambiciosos; ele sobreviveu, mas teve uma perna amputada

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Jackson Folman é um dos sobreviventes ao acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense (Foto: Divulgação)
Jackson Follmann é um dos sobreviventes ao acidente envolvendo a delegação da Chape (Foto: Divulgação)

Jackson Follmann foi um dos poucos sobreviventes ao acidente aéreo com o time da Chapecoense, que voava em direção ao maior momento de sua história, a grande final da Copa Sul-Americana. O goleiro, que só tem a agradecer, é claro, teve a perna direita amputada e terá que dar um fim forçado a sua curta carreira no futebol.

Aos 24 anos, ele tinha planos de ser titular em 2017, já que Danilo vinha se destacando muito e tinha grandes chances de ser negociado. Quem revela isso é o gerente de futebol da URT, Waltinho Souza, em entrevista ao portal Globo Esporte. Follmann defendia os mineiros antes de desembarcar em Chapecó.

“É muito difícil de acreditar. Uma coisa que ele brigou tanto para acontecer. Conversei um pouco com o Follmann. Ele agradeceu muito à URT, disse que tinha saudade de jogar aqui e que pensava em um dia voltar, mas tentaria ficar mais um ano na Chapecoense porque acreditava que teria mais chances de ser titular em 2017. Segundo ele, o Danilo interessava a muitos clubes, vivia um bom momento e poderia ser negociado. Depois mandou abraço a todos. É uma pessoa muito humilde, perguntou de todo mundo. Na hora em que eu soube da notícia que ele amputaria a perna… me deu um baque. Um sonho interrompido”.

Já entre os familiares o sentimento é de alívio com o milagre, como os pais de Jackson definiram. O pai, Paulo, à RBS TV, lembra que as chances de sobrevivência em um acidente de avião são pouquíssimas.

“Em um acidente de avião, você sabe que a chance de sobrevivência é praticamente zero. Então, ele estar entre os sobreviventes é um milagre de Deus”.

Já a mãe, Marisa, enfatiza que o filho estava muito feliz com o momento na Chapecoense e que a projeção para os próximos anos era excelente.

“A gente acordou com uma ligação da noiva dele, que tinha acontecido esse acidente. Na hora meu marido entrou em choque, ficou apavorado. Eu também. A gente fica sem chão, mas coração de mãe nunca se engana. Meu coração dizia que Deus estava protegendo ele, que ele estava bem. Meu filho sempre foi muito família, nem um dia, desde os 13 anos, deixou de falar com a gente. E dentro da Chapecoense estava muito feliz. A previsão era boa pro futuro então tava feliz mesmo, a cidade se adaptou muito bem, então tava tudo se encaminhando”.

Entenda o acidente:

Ainda na madrugada desta terça-feira (29), a Rádio Caracol, da Colômbia, noticiou que a aeronave modelo RJ 80 sumiu dos radares nos arredores do município de Rionegro. O avião de matrícula CP2933 decolou da Bolívia, onde a delegação da Chapecoense, além de convidados e membros da imprensa, fez uma escala, mas apresentou problemas elétricos entre os municípios de La Ceja e La Unión.

Os goleiros Danilo e Jackson Follmann, o lateral esquerdo Alan Ruschel e o zagueiro Neto foram resgatados, além dos integrantes da tripulação Ximena Suarez  e Erwin Tumiri, e Rafael Henzel, jornalista da Rádio Oeste Capital. Dos regatados, Danilo não resistiu aos ferimentos.

Segundo a apuração do Esporte Interativo, Alan Ruschel e dois tripulantes estão no Hospital Sommer. O jogador sofreu fraturas na lombar e na coluna, apresentando estando um estado crítico. No Hospital San Vicente de Paúl está Jackson Follmann, que teve a perna direita amputada, mas apresenta um quadro de estabilidade. O zagueiro Neto sofreu um trauma na cabeça e também está em estado grave. Após encontrar 71 corpos, a polícia deu por encerrada as buscas. No total, 77 pessoas embarcaram na aeronave.

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