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Técnico do Caxias acredita que seu time pode surpreender no Gauchão: 'Estamos preparados'

Luiz Carlos Winck comanda a equipe grená, que enfrenta o Inter na semi do Estadual, e acredita que seus comandados estão prontos para brigar pelo título

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por Pedro Gilio

Caxias vive boa fase sob comando de Luis Carlos Winck (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS)
Caxias vive boa fase sob comando de Luiz Carlos Winck (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS)

Se em 2016 o Caxias estava na divisão de acesso do Gauchão e via o Juventude, seu maior rival, chegar à decisão do Campeonato Gaúcho e subir para a Série B do Brasileirão, em 2017 chegou a vez do time grená. Comandado pelo experiente Luiz Carlos Winck, o clube caxiense é a grande surpresa do Estadual desta temporada. Cotado para brigar contra o rebaixamento, fechou a primeira fase em terceiro e sem perder para a dupla Gre-Nal.

A classificação para as quartas de final colocou o Caxias frente a frente justamente com o Juventude. E após vencer o rival na primeira fase por 1 a 0, repetiu o resultado mais duas vezes na fase de mata-mata, dentro e fora de casa, e garantiu vaga na semifinal para enfrentar o Internacional. Com três vitórias consecutivas no Clássico Ca-Ju e vivendo grande fase, chegou a vez do Grená conquistar o Gauchão pela segunda vez em sua história? Segundo Luiz Carlos Winck, em entrevista exclusiva para o portal do Esporte Interativo, seus comandados estão prontos para dar o próximo passo e buscar a taça.

“Os atletas sempre deram seu máximo em cada confronto e olhando para a parte de cima da tabela. Não ser novamente rebaixado seria uma consequência e não um objetivo. Com grande esforço terminamos a fase classificatória entre os quatro primeiros colocados e vencemos as duas partidas pelas quartas de final. O Gauchão sempre terá seus favoritos. Se o Caxias é favorito ou não eu não sei, mas posso garantir que estamos com vontade e preparados para disputar o título neste ano”, afirmou o treinador.

Na primeira e única vez que o Caxias conquistou o título gaúcho, em 2000, quem comandava a equipe era ninguém menos que Tite, atual treinador da Seleção. Repetir o feito de um comandante que está tão em alta quanto ele seria uma conquista ainda maior para Luiz Carlos Winck. O atual técnico grená não quis se comparar com seu companheiro de profissão, porém, demonstrou identificação com Tite.

“O Tite é um cara que trabalha fortemente a competitividade em suas equipes e tem um coração gigantesco. Me identifico com estas características dele. Como treinador, é difícil fazer esta comparação. Também gosto de acompanhar tudo que envolve o futebol e sou muito família. Me permito dizer que os mesmos sonhos profissionais que ele tinha à época de Caxias, eu também nutro neste exato momento. Espero ter a honra de conquistar neste ano a mesma façanha que o Tite alcançou à frente do Caxias”, conta Winck.

Técnico guiou o Caxias à semifinal do Gauchão (Caxias vive boa fase sob comando de Luis Carlos Winck (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS))
Técnico guiou o Caxias à semifinal do Gauchão  (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS)

O Internacional, rival do Caxias na semifinal do Gauchão de 2017, é o clube que revelou Luiz Carlos Winck para o futebol. Como lateral direito do Colorado, atuou por quase 10 temporadas, conquistou seis títulos gaúchos e diversos torneios amistosos internacionais. Foi duas vezes Bola de Prata como melhor da sua posição no Campeonato Brasileiro, chegou à seleção brasileira, e com 447 partidas, é o quarto jogador que mais vestiu a camisa do Inter. Com tudo isso, está na história do clube que vai enfrentar nos dois próximos finais de semana. E, para o treinador grená, vai ser especial retornar ao Beira-Rio.

“É e sempre será pra mim um momento especial reencontrar o Internacional. Minha relação com o clube foi muito forte. Mas isso neste momento é algo que fica fora de campo, pois visto as cores do Caxias e como profissional vou buscar o melhor para minha equipe. Vamos tentar conquistar um resultado no Beira-Rio que nos permita decidir em casa a nossa classificação. Serão 180 minutos que devemos agir com inteligência, paciência e muita pegada. Tomara que possamos fazer um grande jogo em Porto Alegre para, em Caxias, ao lado do nosso apaixonado torcedor, que tem sido o 12° jogador grená, possamos chegar à tão sonhada final”, disse.

Confira outras partes da entrevista com Luiz Carlos Winck:

Qual o segredo para essas três vitórias em três jogos contra o Juventude?
Não há segredo não (risadas). Tudo isso é resultado do trabalho diário, da construção de um grupo sólido, maduro e bem estruturado. Temos um ambiente muito bom por aqui para o desenvolvimento das nossas atividades e isso facilita na hora do estudo aprofundado das equipes adversárias e nas próprias conversas com os atletas como forma de complementação ao que fazemos nos treinamentos. Respeitamos o Juventude nos clássicos e por isso nos preparamos da mesma forma que fizemos com todos os outros clubes que enfrentamos no Gauchão. Fico feliz por termos alcançado nosso objetivo nos três confrontos. Isso não prova nada, mas demonstra que o Caxias é forte e que estamos no caminho certo dentro da competição.

A rivalidade em Caxias é enorme. Como fazer pra manter a equipe focada após eliminar o maior rival nas quartas do Gauchão?
Precisamos pensar jogo a jogo. Uma etapa de cada vez. Nossa comemoração inicia no apito final e já termina no dia seguinte, onde o trabalho recomeça para uma nova partida. Entendemos todo o ambiente que envolve um clássico. Isso é importante naquela semana, naquele momento. Após cada confronto, reagrupamos os profissionais para uma nova realidade. Um clássico sempre será um jogo especial. E por isso a classificação foi amplamente comemorada por todos nós. Agora é hora de internalizar este sentimento e utilizá-lo para buscar nosso novo objetivo do momento que é chegar à final da competição.

Sob comando de Winck, o Caxias venceu os três clássicos que jogou (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS)
Sob comando de Winck, o Caxias venceu os três clássicos que jogou (Foto: Marcelo Campos / MS+SPORTS)

O Caxias vem superando todas as expectativas no torneio. Cotado pra brigar contra o rebaixamento, ficou em 3° na primeira fase e está na semifinal. Qual mérito do treinador nesta façanha?
Entendo que o mérito é de todos nós, mas principalmente da direção do clube que montou um grupo de trabalho sem pensar pequeno. O clube me convidou para comandar um projeto sério e me deu subsídios para fazermos um campeonato visando o protagonismo. O meu mérito está na preparação da equipe e no conhecimento de cada atleta. E mesmo assim a contribuição continua sendo coletiva, pois precisava dos meus pares no mesmo ritmo e com o mesmo objetivo para que o Caxias chegasse à semifinal. O fato de termos disputado a divisão de acesso no ano passado fez com que nos taxassem como um mero participante do Gauchão. Porém, nunca permiti que isso entrasse em nosso vestiário.

Contra a dupla Gre-Nal, uma vitória e um empate na primeira fase. Como seguir com essa invencibilidade e parar os clubes maiores do Estado?
Da mesma forma que fizemos nos primeiros confrontos: preparação através do estudo das equipes e do trabalho intenso nos treinamentos, ajustando detalhes que enxergamos nos jogos e que precisamos melhorar. Vamos enfrentar equipes diferentes das que jogamos antes. A dupla Gre-Nal cresceu de rendimento na fase eliminatória. Em contrapartida, o Internacional enfrentará um Caxias fortalecido pela sua trajetória até aqui. O quanto isso fará diferença em cada equipe nós só veremos dentro de campo.

Como projeta a carreira? Quais são os principais planos? Até onde pode ir com o Caxias?
Tenho meus objetivos como qualquer profissional. E sei que a melhor forma de conseguirmos alavancar nossa carreira é através de trabalhos de referência nos clubes. Não é nada fácil trabalhar no futebol. Já sentia esta dificuldade como atleta e hoje tenho esta percepção como técnico. A pressão é gigantesca e temos que provar a cada semana nosso valor. Nos últimos quatro anos tenho oito conquistas à frente de equipes gaúchas. Já treinei equipes das Séries D, C e B por todo o Brasil. Me sinto preparado para o trabalho em grandes equipes do futebol, mas meu foco é total no SER Caxias. Respiro diariamente esta reta final de competição para que possamos nos preparar da melhor forma possível para tudo e pra todos. O que vai acontecer daqui pra frente em minha carreira depende diretamente deste momento e, por isso, o trato como o mais importante da minha trajetória.


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