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O pior negócio da história do UFC

Alistair Overeem foi de grande contratação à meio de tabela; No UFC, o holandês está longe de ser voador

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Por Tarso Doria

Foto: Dean Mouhtaropoulos/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Foto: Dean Mouhtaropoulos/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Qual o preço de uma grande contratação? O preço do cara que chega no time, veste a dez e arruma de vez o meio campo. Aquele que vence campeonatos. Quanto você pagaria nele?

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Bom, traduzindo para nosso bom MMA, minha alusão é a Alistair Overeem, o UFC e a fidalga categoria dos pesos-pesados. Em 2011, depois da Zuffa liquidar de vez o último vestígio de concorrência no MMA ao comprar o Strikeforce, e uma das primeiras ações da Zuffa junto com disputas legais entre o lutador e a academia na época, a Golden Glory, Alistair Overeem foi para o UFC.

Gigante e considerado um dos pesos-pesados mais perigosos do planeta, Overeem chegava ao Ultimate com o status de estrela. Era questão de tempo até ele pegar o cinturão e não largar mais.

Mandando Brock Lesnar de volta às lutas de mentira

Foto: Donald Miralle/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Foto: Donald Miralle/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Dana ficou impressionado, eu fiquei impressionado, o mundo ficou impressionado. Alistair parou o monstro Brock Lesnar no primeiro assalto e o céu era o limite. Ou o anti-doping.

Quando rezávamos pelo bem de Júnior Cigano – recém coroado campeão dos pesados – o UFC impiedosamente casava o brasileiro contra Overeem e, para muitos, era questão de tempo até o título deixar o Brasil. Tudo certo e arranjado para o UFC 146, também conhecido como UFC dos pesados, mas o Holandês testou positivo para altos níveis de testosterona e foi obrigado a ficar um ano longe das lutas. Aí que a mística acabou de vez.

Intitulado de consumidor da boa e velha horse meat, Alistair entrou na verdadeira draga, draga essa que deixa claro para mim que: Alistair Overeem foi o pior custo/beneficio da história do UFC.

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Fonte: MMA Manifesto

Resultados inexpressivos e, com cinco anos de atraso, finalmente chegou ao cinturão e ficou no quase. Para piorar, em 12 lutas no Ultimate, foi o mais bem pago do evento que atuou cinco vezes. Lutou em apenas 5 pay per views, fez a luta principal 3 vezes e acumulou um rombo de 2.6 MI ao UFC. Comparando com outro lutador, realmente prolifico, o mal negócio fica evidente.

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José, além de entregar resultados, arrecadou quase o mesmo em mais lutas, lutando melhor e com cinturão. Além disso, ele comprovadamente deu retorno à organização. Ele está presente em dois, fazendo a luta principal de um, dos maiores eventos do UFC em vendas de pay per views.  Falando em pay per views, sabe-se lá quantos mi(lhões)l Alistair arrecadou em vendas também. Ele negocia bem e desde o novo contrato, após nocautear Cigano, acumulou 1.2 MI.

Da forma rasa que a categoria dos pesados é, ele não está vetado de chegar a uma disputa de cinturão. Mas a que preço?

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