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Legado do Pride: o último a parar apaga a luz

Os representantes dos tempos áureos do vale-tudo vão aos poucos pendurando as luvas

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Por Tarso Doria

Fotos: Getty Images
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Reclamaram, debateram, protestaram, mas o UFC 204 aconteceu, Michael Bisping defendeu o cinturão contra Dan Henderson e, no fim da noite, demos adeus oficialmente a um dos maiores atletas a ja pisarem em um tatame.

Hendo deixa o MMA pela porta da frente e Vitor Belfort ouve os rumores crescerem sobre o fim da era do leão. Se Vitor tiver visto as luzes brancas do octógono pela última vez, são dois representantes do glorioso Pride FC que continuam a encerrar o ciclo da organização e cultura vale-tudo no MMA atual. #PrideNeverDies

Aproveitando esse gancho, levantei alguns dos nomes que ainda desfilam pelo MMA mundial e viveram de maneira brilhante a transição e crescimento do esporte. Vamos a lista!

Wanderlei Silva (Cartel Pós-Pride 4v 5d)

Fotos: Getty Images
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Esse ficou um tempo de molho, mas agora está de volta para o lugar que ele não deveria ter deixado: o Japão. O ringue branco e a torcida asiática simplesmente completam o Wand. Maior nome do Pride depois de Fedor Emelianenko, o ex-campeão peso-médio carrega o maior número de nocautes pela organização e foi o primeiro a vencer tanto o cinturão, quanto o torneio do Pride e o lutador a ficar mais tempo invicto pela organização. No Pride, ele era é a mistura de Messi e CR7 do vale-tudo.

Hoje, contratado pelo Bellator, tem os direitos de luta cedidos ao novo Pride, Rizin FF, está prestes a completar a trilogia contra Mirko Cro Cop.


Fedor Emelianenko (Cartel pós-Pride 10v 3d)

Fotos: Getty Images
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O maior de todos os tempos para muitos, Fedor foi o melhor dentro do Pride e conseguiu manter a produtividade após o fim da organização. Pelos feitos no Japão, é considerado o lutador da década pela Sports Illustrated, além de conquistar o título peso-pesado do Pride e vencer o torneio peso-pesado.

Atualmente sem luta marcada, vem de sequência de cinco vitórias e não tem lutas marcas pelo Rizin FF ou Fight Nights, evento onde fez a última luta, e venceu Fábio Maldonado (resultado da luta entre o russo e o brasileiro mudou para empate depois).


Maurício Shogun (Cartel pós-Pride 8v 8d)

Fotos: Getty Images
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No Pride, o menino prodígio da Chute-Boxe venceu o GP peso-médio do Pride e foi o primeiro a conquistar títulos tanto no evento japonês quanto do UFC, ao nocautear Lyoto Machida no UFC 113. Porém, desde 2012 a fase passa longe de ser boa para o curitibano, que acumula quatro derrotas e apenas três vitórias.


Takanori Gomi (Cartel pós-Pride 8v 9d)

Foto: Getty Images
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Indiscutivelmente um dos melhores pesos-leves a lutar MMA, o Menino da Bola de Fogo dominou nos tempos de Pride, chegando até a anotar o nocaute mais rápido da história do evento com 6 segundos, foi o único campeão peso-leve da história do Pride e é um dos quatro lutadores a conquistar um GP e um cinturão dentro do ringue branco. Mas depois do Pride não conseguiu reviver os dias de glória. Grande meio de tabela no UFC, o japonês vem de três derrotas seguidas no Ultimate e pode estar vendo de perto a aposentadoria ou demissão da maior organização de MMA hoje.


Mirko Cro Cop  (Cartel pós-Pride 12v 7d)

Foto: Getty Images
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Pode não ser o maior, mas é um deles. Se a direita é hospital e a esquerda cemiterio, Cro Cop é história. Empatado com Wand como o lutador que mais nocauteou ou finalizou no Pride, venceu o GP de peso-livre em 2006, deve morrer de saudade do Pride.

Longe do ringue, passou por maus bocados no UFC, se aposentou, voltou para o UFC, foi pego no doping e agora está participando do GP do Rizin FF e pega Wand nas quartas de final.

 

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