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Opinião: O UFC não gosta de Demian Maia

Uma séria questão diminui o brasileiro faixa-preta. Precisamos falar sobre isso.

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Por Breno Massena

VANCOUVER, BC - AUGUST 27: (R-L) Demian Maia of Brazil celebrates his submission victory over Carlos Condit of the United States in their welterweight bout during the UFC Fight Night event at Rogers Arena on August 27, 2016 in Vancouver, British Columbia, Canada. (Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)
Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

O UFC não gosta do Demian Maia. Seis lutas invicto, sendo quatro sobre atuais TOP 15 da organização. Aos 38 anos, ele não é mais um garoto. O problema é que uma vitória por finalização, segundo a falta de lógica norte americana, vale menos que um nocaute. Sempre foi assim no UFC. E ainda: os eventos realizados no Brasil diminuem seus feitos pela menor importância deles pro restante do mundo, na cabeça de Dana White. Com certeza essa é uma conta que entra nessa equação, já que por quatro vezes nessa sequência invicta o nosso faixa-preta venceu por aqui. Depois de uma disputa de título bizarra oferecida ao Tyron Woodley, temos Stephen Thompson no jogo do cinturão (que tem em seu currículo recente uma vitória sobre um atual TOP 15 da organização). Não escrevo sobre a falta de mérito do americano, que também vem de uma sequência expressiva, mas sim sobre a desconstrução de Demian Maia e o enfraquecimento da sua imagem dentro do evento.

O brasileiro com o maior número de vitórias na HISTÓRIA do UFC, para quem não sabe. Me parece que toda vez que o Demian luta, uma grande parcela do evento torce para ele perder. Afinal, “que luta chata essa de ficar agarrando e pegando pescoço. O legal é agarrar e arremessar. Viva o nosso wrestling”.Parecem esquecer que quem fez o nome das artes marciais mistas lá atrás começou lutando de pano e uma faixa envolvendo a cintura. Por menos Conor McGregors e mais representantes originais do MMA. Por mais lutadores, tendo eles bases no wrestling americano, luta livre, karatê, boxe, etc, e menos mestres de cerimônias.

O nosso brasileiro é um dos poucos que resistem ao novo sistema. E paga o preço de ser brasileiro, ter uma arte menos difundida nos Estados Unidos e não querer se promover falando besteira. Azar o deles então, Demian! Tenho orgulho de ter você como lutador brasileiro.


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